Presídio de Iturama forma custodiados pelo Projeto Cozinha-Escola
Iniciativa buscou profissionalizar os presos em Gastronomia e Culinária por meio de um curso de seis meses
Vinte custodiados do Presídio de Iturama, no Triângulo Mineiro, receberam o certificado de conclusão do Projeto Cozinha-Escola, nesta terça-feira (27/1). A iniciativa é fruto de uma parceria entre a unidade prisional e a empresa Serving Group e teve início em julho do ano passado, com duração de seis meses.
Os custodiados formandos receberam os certificados de conclusão do curso na cerimônia de formatura, da qual participaram a equipe pedagógica da cozinha da unidade prisional, representantes da Serving Group e da direção do presídio. Uma nova turma, com 32 custodiados, terá início no mês de fevereiro.
O Projeto Cozinha-Escola consistiu em um curso de Gastronomia voltado à profissionalização de pessoas privadas de liberdade no preparo de alimentos. Ao longo da formação, os participantes aprenderam técnicas culinárias e colaboraram na produção das refeições destinadas ao próprio presídio. Inicialmente, a iniciativa foi organizada em duas turmas, com aulas teóricas e práticas realizadas em dias alternados.
Para participar do curso, os detentos passaram pela avaliação da Comissão Técnica de Classificação (CTC), responsável por analisar o perfil de cada candidato e autorizar o ingresso na formação. As aulas foram ministradas pela nutricionista da unidade, Elisangela Freitas, que orientou os alunos no planejamento das refeições e nas práticas culinárias.
Segundo o diretor-geral do Presídio de Iturama, Paulo César Duarte, o Cozinha-Escola tem se consolidado como uma iniciativa exemplar, exercendo papel fundamental no processo de ressocialização dos detentos. “Por meio da educação culinária, o projeto oferece não apenas habilidades práticas, mas também uma nova perspectiva de vida, promovendo a autoestima e favorecendo a reintegração social”, afirma.
Ainda de acordo com o diretor, muitos participantes relataram uma transformação significativa em suas trajetórias. "O programa não se limita ao ensino de técnicas de cozinha, ele também estimula valores como disciplina, trabalho em equipe e responsabilidade. Essa abordagem é essencial para a redução da reincidência criminal e para a construção de um futuro mais promissor aos egressos".
Ele avalia que a importância do Projeto Cozinha-Escola vai além do aprendizado técnico. "Trata-se de um farol de esperança que ilumina o caminho para uma nova vida, demonstrando que a mudança é possível e que todos merecem uma segunda chance", conclui.
Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Rogério Greco, o Projeto Cozinha-Escola é um exemplo bem-sucedido de ressocialização no sistema prisional. "Iniciativas desse porte reforçam a capacidade de criar novos caminhos dentro do sistema, sempre valorizando as políticas públicas de reinserção social".