No Dia do Artesão, profissionais relatam importância do apoio do Idene na divulgação do seu trabalho

Instituto trabalha para viabilizar a atuação dos profissionais do Norte e Nordeste de Minas em exposições

imagem de destaque
Andrea Boaventura fabrica geleias de frutas, doces e conservas em Montes Claros
  • ícone de compartilhamento

Nesta quinta-feira (19/3), é celebrado o Dia do Artesão, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para valorizar o trabalho manual, a cultura e a economia criativa. Minas é rica no seu artesanato e o Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) tem viabilizado a participação gratuita desses profissionais em feiras e exposições ao adquirir espaços nos locais.

“É uma forma de apoiar o artesão que, muitas vezes, não pode custear financeiramente um estande nesses eventos. Ali ele pode vender seus produtos e, principalmente, fazer a divulgação, que é importante para conquistar clientes”, argumenta o diretor-geral do Idene, Henrique Oliveira Carvalho.

Para celebrar a data, o instituto destaca histórias de artesãos que foram beneficiados pela inciativa.

 

Arquivo pessoal

Facas artesanais

O que iria para o lixo se transforma em peças utilitárias e em fonte de renda. Esse é o trabalho do artesão Antônio Martins Moreira, de Ponto Chique, Norte de Minas.

De sobras de plantadeiras, discos de arado e sabres de motosserra ele cria diversos tipos de facas artesanais. Das árvores caídas ou podadas ele recolhe a madeira para criar petisqueiras, tigelas e tábuas para churrasco. 

Presente na Feira Nacional do Agronegócio do Vale do São Francisco (Fenavasf) 2026, em Buritizeiro, no Norte do estado, com o apoio do Idene, ele conquistou clientes do Nordeste e do Sul do país. Comprou uma nova máquina e passou a criar outras peças como gamela, pilão e copos. “Com o artesanato eu quero contar a minha história”, diz.

Paisagens de Minas

Maelson Nunes Silva é artista plástico morador de Brejaúba, no Norte de Minas, e pinta quadros em óleo sob tela. Pinta também em objetos alternativos como pás, garrafas e enxadas, com predileção pelas paisagens do interior de Minas. As crianças gostam de vê-lo trabalhando durante as feiras.

“Essa interação com o público é uma das coisas boas que acontece durantes os eventos”, diz. No ano passado ele participou do 30º Festival da Cachaça de Novo Cruzeiro e elogiou a infraestrutura do evento, com estande individual para cada participante mostrar seu trabalho.

 

Arquivo pessoal

Retalhos recriados

Alessandra Pereira Silva é artesã em Montes Claros, onde produz tapetes, bolsas e ecobags utilizando retalhos que sobram da produção industrial. As peças são confeccionadas em patchwork em algodão, brim e jeans. A ideia de criar as peças nasceu durante o período de isolamento social da covid-19. “Foi uma forma de lidar com as incertezas e angústias daquele momento”, relata.

Ela participou em 2026, pela primeira vez, de uma feira nacional, a Feira Nacional da Indústria, Comércio e Serviços de Montes Claros (Fenics).

Além das vendas realizadas durante e no pós-feira e da divulgação das suas peças, ela ressalta os contatos feitos durante o evento, como os estudantes de Administração da Unimontes que até hoje lhe dão orientações e dicas sobre o mercado.

Afeto

Também em Montes Claros, Andrea Boaventura fabrica geleias de frutas, doces e conservas. Ela começou há nove anos, produzindo para familiares e depois partiu para as vendas ao público, até criar sua MEI em 2021. “O apoio do Idene é fundamental, pois abre portas para a participação em grandes eventos como a Expomontes e a Fenics”, ambos em Montes Claros, relata.

Para Andrea, ser artesão é produzir “com afeto e com cuidado, por isso é bonito. Quando trabalho, coloco toda dedicação em cada produto, que é feito individualmente. É um processo afetivo”, diz.



Últimas