Governo de Minas realiza leilão para construção da ponte entre Cássia e Delfinópolis

Iniciativa terá alcance regional, beneficiando mais de 300 mil pessoas em cerca de 50 municípios mineiros

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O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), realizou, nesta terça-feira (14/4), na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, o leilão para a concessão destinada à implantação, gestão, operação e manutenção de uma ponte que vai ligar os municípios de Cássia e Delfinópolis, no reservatório da Usina Hidrelétrica de Mascarenhas de Moraes, no Sul de Minas. 

O vencedor foi o Consórcio Ponte Delfinópolis, que ofereceu o maior desconto na contraprestação mensal máxima a ser paga pelo Poder Concedente à concessionária, no valor de R$ 851 mil, o que representa um deságio de 15,10%.  

“Essa Parceria Público-Privada (PPP) representa mais do que o fechamento de um ciclo, é o início de um novo modelo que defendemos no Estado, ampliando investimentos em infraestrutura. Em um país que precisa avançar em projetos de médio e pequeno porte, é fundamental superar a ideia de que o poder público é um provedor infinito. Estamos abrindo um novo corredor de escoamento, impulsionando o turismo e gerando oportunidades, com a certeza de que esse contrato trará progresso para toda a região”, afirmou o governador de Minas Gerais, Mateus Simões.  

Com 1.280 metros de extensão, a estrutura vai encerrar décadas de distanciamento entre as duas cidades e melhorar significativamente a mobilidade na região. A expectativa é de que cerca de 780 veículos sejam beneficiados diariamente, volume que representa mais da metade do fluxo atual das travessias locais.  

O contrato de concessão terá prazo de 30 anos, com investimentos estimados em R$ 221,4 milhões. 

Além de impactar diretamente os dois municípios ligados pela ponte, a iniciativa terá alcance regional, beneficiando mais de 300 mil pessoas em cerca de 50 cidades mineiras, ao fortalecer a integração logística e ampliar a conectividade no Sul de Minas.

“Hoje, estamos entregando um verdadeiro sonho. Essa ponte vai mudar, de fato, a vida das pessoas. Estamos promovendo a conexão de toda a região com desenvolvimento econômico e novas oportunidades", destacou o secretário de Estado adjunto da Seinfra, Pedro Calixto. 

Atualmente, a ligação entre os municípios é realizada por meio de balsas, o que impõe desafios logísticos, operacionais e de segurança. Longas filas são frequentes, sobretudo em períodos de alta temporada, agravando ainda mais o tempo de deslocamento e prejudicando a circulação de moradores e visitantes, além do escoamento da produção.

Mesmo em condições ideais, sem filas, a travessia leva cerca de 30 minutos. Com a implantação da ponte, esse tempo será reduzido para aproximadamente dois minutos, representando um ganho expressivo de eficiência e qualidade de vida para a população.

A limitação de acesso também afeta o alcance a serviços essenciais, como saúde e educação, e restringe o potencial produtivo da região, que se destaca pela vocação agrícola e turística ainda pouco explorada.

"Esse é também um marco histórico para a estruturação de projetos do Estado. É o primeiro projeto de rodovias estruturado 100% pelos times da Seinfra e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), sem consultores contratados”, ressaltou a diretora de Infraestrutura e PPP da Codemge, Fernanda Alen. 

O processo também contou com a participação da Eletrobras, atual responsável pela operação e manutenção das balsas que realizam a travessia. 

Cronograma 

Após a assinatura do contrato, a concessionária vencedora terá até 12 meses para a elaboração do projeto executivo. A previsão é de que a ponte seja concluída e entregue à população até 2030. 

Histórico 

A travessia por balsas no Lago de Mascarenhas de Moraes foi adotada como solução emergencial após a formação do reservatório, entre as décadas de 1950 e 1960. Ao longo dos anos, o serviço passou a operar sem padronização e com limitações estruturais, muitas vezes com embarcações obsoletas, o que reforça a necessidade de uma solução definitiva para a mobilidade na região. 

 



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