Governo de Minas lança estudo com oportunidades de eficiência energética na indústria mineira
Documento produzido pela Sede-MG apresenta análises, soluções e oportunidades para setor que responde por quase 54% do consumo elétrico em Minas
As indústrias respondem por cerca de 54% do consumo elétrico em Minas Gerais, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Dado esse impacto, trata-se de um setor fundamental para as estratégias de otimização de uso energético no estado.
Além disso, o setor industrial foi responsável pela geração de R$ 278,1 bilhões em riquezas no ano passado, conforme relatório do Produto Interno Bruto de 2025 publicado neste mês pela Fundação João Pinheiro (FJP). As indústrias representam, portanto, uma engrenagem fundamental da economia e da geração de empregos no estado.
Diante deste cenário, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), publicou, nesta quinta-feira (26/3), o “Estudo de Oportunidade de Eficiência Energética na Indústria”.
Destinado a gestores, técnicos e engenheiros do setor industrial, o documento apresenta análises, cases de sucesso e soluções voltadas para a otimização da energia nas indústrias mineiras, buscando menor uso energético e maior produtividade. O arquivo pode ser acessado no link.
“Quando falamos de eficiência energética, é importante que o setor industrial preste muita atenção, porque isso significa uma diminuição de custos, o que faz com que ele possa investir cada vez mais no seu setor, gerando empregos, renda e fazendo com o estado como um todo se desenvolva”, afirma o superintendente de Política Minerária, Energética e Logística, Raphael Evaristo.
Oportunidades para a indústria mineira
De acordo com o estudo, os setores de minerais metálicos, minerais não metálicos (cimento e cal), siderurgia e indústria química são os segmentos que mais podem se beneficiar com as possibilidades de eficiência energética em suas operações, para diminuir despesas e estimular a competitividade industrial.
Estas oportunidades são: gestão de energia e processos, adoção de novas tecnologias, digitalização e automação de processos, eletrificação industrial e retrofit com foco em eficiência energética.
No caso da gestão de energia e processos, por exemplo, o setor produtivo poderá identificar desperdícios, mapear as intervenções que devem ser realizadas e promover uma cultura de aprimoramento contínuo, o que é importante para garantir o progresso do estado para uma economia de baixo carbono.
“Nosso estudo também fala sobre a adoção de novas tecnologias. Às vezes o empresário não sabe, mas há um maquinário que foi desenvolvido em outro país ou até mesmo em Minas, que pode ser substituído e que vai trazer grandes vantagens em relação tanto à sua produção como à eficiência energética com a diminuição de custos”, destaca o superintendente de Política Minerária, Energética e Logística da Sede-MG.
O estudo também está alinhado com o Plano Estadual de Ação Climática (PLAC-MG), no âmbito do aproveitamento das fontes de energia, para que a produção industrial seja realizada com menor consumo energético.