Governo de Minas amplia combate às arboviroses com Método Wolbachia em Mário Campos

Liberação planejada de mosquitos com Wolbachia reforça prevenção contra dengue, zika e chikungunya no município

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O Governo de Minas iniciou, nessa quarta-feira (10/6), a aplicação do Método Wolbachia em Mário Campos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A ação prevê a liberação planejada de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, tecnologia inovadora de combate às arboviroses, e dá continuidade ao Projeto Paraopeba. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), em parceria com o World Mosquito Program (WMP) Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a prefeitura.

O método utiliza os Wolbitos, mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia. Esse microrganismo impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito. Com isso, a capacidade de transmissão dessas doenças diminui de forma significativa.

O coordenador de Vigilância em Saúde da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte (SRS-BH) da SES-MG, Francisco Lemos, destacou a importância da tecnologia para a redução dos casos de arboviroses em Mário Campos.

“A expectativa é que Mário Campos tenha um grande sucesso na redução de casos nos próximos anos. O desejo é que muitos municípios no Brasil também possam utilizar essa tecnologia que já tem eficácia comprovada”, disse.

A secretária de Saúde de Mário Campos, Isabela Pimentel, reforçou que a iniciativa representa um avanço para a proteção da população. “Sabemos que o projeto é muito importante, principalmente para evitar mortes. A ferramenta também é importante para, no futuro, erradicarmos as arboviroses, salvar vidas e cuidar da população”, destacou.

 

WMP Brasil

Mosquitos aliados contra as arboviroses

Os mosquitos com Wolbachia são produzidos na biofábrica de Belo Horizonte, construída com investimento superior a R$ 77 milhões do Governo de Minas. Ao atingirem a fase adulta, eles são liberados de forma gradual e planejada em áreas do município. Com o tempo, a maior parte da população de mosquitos passa a carregar a bactéria, o que reduz a circulação dos vírus e os casos das doenças.

O Método Wolbachia é seguro e não envolve modificação genética. A Wolbachia é uma bactéria natural, presente em cerca de 50% das espécies de insetos, e não causa danos à saúde das pessoas, dos animais ou ao meio ambiente.

Segundo a gestora de operações do Método Wolbachia no WMP Brasil, Ana Carolina Rabelo, os resultados podem ser observados cerca de dois anos após o encerramento das solturas. “As liberações dos Wolbitos em Mário Campos devem acontecer ao longo de cerca de 20 semanas. É importante que a população conheça e entenda essa tecnologia, que vem para reforçar o combate à dengue, Zika e chikungunya”, reforçou.

A prefeita de Mário Campos, Andresa Rodrigues, também ressaltou o impacto da iniciativa. “A importância deste projeto para a cidade é que ele carrega vidas. Nós temos a plena certeza de que essa ação nos ajudará a fazer aquilo que é essencial: preservar e proteger a vida”, afirmou.

Projeto Paraopeba

No âmbito do Projeto Paraopeba, a implantação do Método Wolbachia começou por Brumadinho, em março deste ano. A estratégia contemplará, ao todo, os 22 municípios da Bacia do Paraopeba. A iniciativa integra o Acordo de Reparação ao rompimento das barragens da Vale, ocorrido em 2019, que vitimou 272 pessoas.

A proposta é promover a reparação coletiva dos territórios atingidos, com ações estruturantes voltadas à saúde pública, à prevenção de doenças e ao fortalecimento da vigilância em saúde.

Os recursos são do Acordo Judicial de Brumadinho, firmado entre o Governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais, o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública de Minas Gerais e a Vale, com foco na reparação de danos coletivos.



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