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Meio Ambiente

15h27m - 30 de Janeiro de 2012 Atualizado em 15h31m

Igam começa em fevereiro implantação do biomonitoramento no Rio das Velhas

Objetivo é avaliar a qualidade ambiental dos ecossistemas aquáticos

Evandro Rodney
O governo implantará o biomonitoramento no Rio das Velhas, que será concluído no segundo semestre deste ano
O governo implantará o biomonitoramento no Rio das Velhas, que será concluído no segundo semestre deste ano

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), entidade que integra o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), inicia em fevereiro o processo de implantação do biomonitoramento no Rio das Velhas, que será concluído no segundo semestre deste ano. O objetivo é complementar o monitoramento físico-químico, que já é realizado em todo o Estado desde 1997 pelo Igam, por meio do Projeto Águas de Minas.

O biomonitoramento é uma forma de avaliar a qualidade ambiental dos ecossistemas aquáticos e, por conseqüência, a qualidade das águas. A metodologia mede a resposta de organismos vivos, também chamados de bioindicadores, que compõem o ambiente monitorado a diferentes tipos de contaminação ou poluição. “O biomonitoramento é uma avaliação ecológica do ambiente e resulta numa visão mais ampla do que somente parâmetros físico-químicos”, explica a gerente de Monitoramento e Hidrometeorologia do Igam, Wanderlene Ferreira Nacif.

O Rio das Velhas contará com uma rede de 20 pontos, onde o material será coletado. Tanto a coleta quanto a análise serão feitas pela Fundação Centro Tecnológica de Minas Gerais (Cetec). Os dados gerados vão compor o monitoramento feito pelo Igam e servirão de subsídio para a gestão da água no Estado.

Águas de Minas

O Projeto Águas de Minas é responsável pelo monitoramento da qualidade das águas superficiais e subterrâneas de Minas Gerais. Em execução desde 1997, o programa disponibiliza uma série histórica da qualidade das águas no Estado e gera dados indispensáveis ao gerenciamento correto dos recursos hídricos.

Desde 2009, o Igam estuda a implantação do biomonitoramento, visando à adequação do atual monitoramento da qualidade das águas superficiais no Estado de Minas Gerais. Desde 2006, acontece uma experiência semelhante no Jaíba e, a partir da adoção deste método no Velhas, outras redes serão implantadas até atingir todo o Estado.

Os conselhos estaduais de Política Ambiental e de Recursos Hídricos instituíram um grupo de trabalho (GT) para avaliar o assunto por meio da Deliberação Normativa Conjunta Copam/CERH 01/2008. O GT Multidisciplinar é constituído por representantes dos órgãos ambientais estaduais, centros tecnológicos, universidades, entidades usuárias e gestoras dos recursos hídricos e sociedades afins.

Bioindicadores

Os bioindicadores avaliados no biomonitoramento são organismos macroinvertebrados bentônicos: insetos, crustáceos, moluscos e vermes que compõem a fauna aquática. São bastante diversificados, com espécies que reagem de formas diferentes às condições ambientais.

Além de fornecer dados com mais agilidade, outra vantagem do uso dos bioindicadores é o grande número de espécies que pode ser sensível às variações ambientais. Sua ampla distribuição em vários habitats de água doce, a facilidade na coleta e o comportamento relativamente sedentário são outros pontos positivos.

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