Sedectes assina protocolo com intenção de expandir o setor energético em Minas Gerais

Sebrae, IEL/Fiemg e Sedectes assinam acordo para dar apoio institucional ao desenvolvimento do macro segmento de energia

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A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), o Sebrae e a Fiemg/Instituto Euvaldo Lodi (IEL) assinaram, em Belo Horizonte, um Protocolo de Intenções com o objetivo de alavancar o desenvolvimento do setor energético em Minas Gerais.

O acordo prevê cooperação, execução de projetos, intercâmbio de informações e planejamento integrado entre os parceiros. “O setor energético é estratégico para todos nós, e oferece oportunidades reais para os pequenos negócios e a indústria mineira”, ressaltou o diretor Técnico do Sebrae Minas, Anderson Cabido.

O plano de ação inicial do protocolo prevê dois anos de trabalho para inserção, de forma competitiva e sustentável, dos pequenos negócios das regiões Norte, Noroeste, Jequitinhonha e Mucuri na cadeia de geração distribuída de energia solar fotovoltaica.

“A fotovoltaica é aquela energia obtida pela conversão direta da luz em eletricidade (efeito fotovoltaico), sendo a célula fotovoltaica (fundamental neste processo de conversão) um dispositivo fabricado com material semicondutor”, explicou o analista do Sebrae Minas, João Paulo Palmieri, um dos gestores do projeto, junto com o superintendente de Política Energética da Sedectes, Guilherme Faria, e a analista de Projetos do IEL, Viviane Rocha.

A energia solar fotovoltaica representa, hoje, apenas 0,02% da oferta energética do país (que utiliza prioritariamente a energia hidráulica, que responde por 65% do consumo). A previsão é de que, em 2024, a utilização da fotovoltaica salte para 3,3%, o que significaria um aumento 200 vezes superior ao patamar atual.

A parceria Sebrae-IEL-Sedectes também tratará de questões relativas ao desenvolvendo das cadeias de Petróleo/Gás e Biocombustíveis, além de outras fontes de geração de energia elétrica.

De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério das Minas e Energia, elaborado em 2015, (EPE/MME/2015), há uma previsão de investimento total, até 2024, de R$308,1 bilhões para o segmento energético no país. Deste montante, a metade será distribuída entre os setores de carvão (R$2,3 bi), gás natural (R$26,3 bi), nuclear (R$11 bi) e termelétricas (R$39,6 bi). A outra metade (R$155,8 bi) vai ser destinada às chamadas fontes de energia alternativa, onde se incluem as pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, eólica e solar.

O protocolo, com vigência inicial de cinco anos, poderá contar com o auxílio de institutos de ensino superior, de pesquisa e desenvolvimento para a realização de estudos e capacitação de recursos humanos.

“Temos uma expectativa muito grande na viabilidade deste projeto, que tem tudo para mudar, para melhor, o rumo das empresas mineiras”, assinalou o presidente da Fiemg e do Conselho Deliberativo do Sebrae, Olavo Machado, um dos signatários do documento, também assinado pelo superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha, e pelo diretor Cabido; pelo secretário adjunto da Sedectes, Vinícius Barros Rezende, e pelo superintendente de Desenvolvimento Industrial do IEL, Adair Evangelista Marques.



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