Oficina sobre a Mulher Trabalhadora que Amamenta reúne profissionais de saúde na RMBH

Iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, envolveu 34 trabalhadores em atividade para que a mulher não faça o desmame precoce

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Hospital Vila da Serra, em Nova Lima, sediou a abertura da oficina, nesta terça-feira (29/8)
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Nesta terça-feira (29/8), no Hospital Vila da Serra, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi realizada a abertura da Oficina da Mulher Trabalhadora que Amamenta (MTA). O encontro tem por objetivo capacitar profissionais de saúde acerca do tema “Mulher Trabalhadora que Amamenta", com orientações sobre a forma de lidar com empregadores - sejam públicos, sejam privados ou empresas mistas -, informando-os da importância do leite materno para o filho da trabalhadora em fase de amamentação. 

Para apoiar esta manutenção, a oficina busca, inclusive, habilitar o participante a conhecer a importância da extensão da licença maternidade para seis meses, a questão da creche no local de trabalho e facilidades que empregadores podem oferecer para a manutenção da amamentação, como por exemplo, a criação da Sala de Apoio à Amamentação na empresa.

Para a consultora do Ministério da Saúde, na Coordenação Geral de Saúde da Criança e do Aleitamento Materno, Renara Guedes Araújo, esta ação é extremamente importante para evitar que a mulher que retorna ao mercado de trabalho desmame de forma precoce.

“Atualmente, o preconizado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde é que o aleitamento materno seja realizado até os 2 anos ou mais. Mas sabemos que a mulher, quando retorna ao mercado de trabalho, acaba desmamando seu filho”, observa Renara.

A oficina é direcionada a 34 profissionais de saúde que lidam diretamente com aleitamento materno, de acordo com o perfil especificado pelo Ministério da Saúde. Ou seja: ter curso superior; ter experiência em aleitamento materno; perfil de liderança; ter 100% de participação na oficina; possibilidade de multiplicação; realizar visitas na empresa; ter disponibilidade de acessar e suprir o “Sistema de Monitoramento MTA”; ter vinculo com a SES-MG ou SMS (preferencialmente).

Para a referência técnica da Coordenadoria de Atenção à Saúda da Mulher e Criança da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Eduarda Xavier, a oficina é o momento de unir os conhecimentos e trabalhar em conjunto.

“Para lidar com essa questão, é preciso vontade, disponibilidade e trabalhar de forma intensa. Pois somente assim conseguiremos alcançar nosso objetivo: implementar essa Política Pública tão importante”, ressalta Eduarda.



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