Governo realiza mapeamento para inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade

Projeto Trampos, da Sedese, prioriza os interesses do público alvo para oferecer 1.220 vagas de qualificação profissional para colocação no mercado de trabalho

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Capacitação realizada em abril no Centro de Referência da Juventude, em Belo Horizonte
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O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e da Fundação de Educação para o Trabalho (Utramig), faz um estudo das condições sociais e econômicas de jovens, entre 15 e 29 anos.

Com a pesquisa, realiza o mapeamento dos potenciais de empreendedorismo e emprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A iniciativa abrange, além da capital, os municípios de Contagem, Betim e Ribeirão das Neves. 

Foto: Divulgação/Sedese Oficina de orientação para o trabalho no bairro Florença, em Ribeirão das Neves 

O Projeto Trampos, parte do Programa Juventudes, da Sedese, traça o perfil social e profissional dos jovens. Analisando os interesses específicos apresentados, oferta oficinas de vocação e orientação profissional, além de cursos de qualificação profissional, no modelo de formação inicial e continuada, com a abertura de 1.220 vagas entre abril e setembro deste ano.

De acordo com a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Rosilene Rocha, a grande novidade do Programa Juventudes é a ação do Trampos de ir até as vilas e favelas, ouvir o que os meninos e meninas querem para sua vida profissional, nesse eixo do programa. No segundo eixo, serão ofertadas possibilidades dentro do que eles escolheram.

“Existem potencialidades enormes voltadas para as mídias sociais, para a produção cultural, e é isso que o Trampos quer fazer: trazer à tona, na qualificação, as novidades que eles estão apontando e escolhendo. Nesse sentido, 59% dos jovens que foram encaminhados para os cursos (pela rede de serviços locais como escolas, CRAS, ONGs, Centros de Prevenção a Criminalidade) são aqueles que nem estudam nem trabalham”

Rosilene Rocha, secretária de Estado de Desenvolvimento Social

Segundo a secretária, o programa está atingindo exatamente o público prioritário para o qual ele foi desenhado. "Essa ação também pode significar, e é isso que a gente quer, a volta deles para a escola formal", conclui Rosilene.

A escolha das áreas e regiões intraurbanas para atuação do programa foi baseada na análise multivariada, considerando dados sobre a violência, renda e número de jovens em cada uma das localidades. Veja:

As regiões do Aglomerado da Serra, Alto Vera Cruz, Taquaril, Granja de Freitas, Jardim Felicidade, Morro das Pedras, Santa Lúcia (Belo Horizonte), Citrolândia, Jardim Teresópolis (Betim), Nova Contagem (Contagem) e Florença (Ribeirão das Neves) foram estabelecidas como prioridades para a oferta de cursos devido às condições de vulnerabilidade.

A partir da análise de interesses identificadas nesses locais, os cursos de Desenvolvedor de Aplicativos e Dispositivos Móveis, Analista de Redes Sociais/Mídias Digitais, Editor de Projeto Visual Gráfico (Design Gráfico), Assistente de Produção Cultural, Organizador de Eventos, Confeiteiro e Mecânico de Motocicletas serão ministrados.

Os cursos ofertados serão dados pelas instituições Foco Opinião e Instituto Yara Tupynambá, contratadas por meio de processo licitatório pela Sedese, e englobam o nivelamento de Português e Matemática, noções sobre o mercado de trabalho, formação cidadã e política, além da formação teórica e prática do tema específico a qualificação profissional de cada curso.

Segundo a diretora do Programas para Vilas e Favelas, a coordenadora do Juventudes, Lauren Fernandes de Siqueira, o Projeto Trampos tem um grande diferencial, que é olhar para as regiões onde existem vulnerabilidades sociais, mas, acima de tudo, onde há muitos potenciais, efervescência cultural e possibilidade de geração de renda.

“O que o Trampos tem feito é mapear a rede local e conhecer o perfil social e profissional das juventudes. Com essas informações estamos elaborando um estudo de estratégias de inclusão produtiva dos jovens para cada região de atuação do Programa Juventudes”

Lauren Fernandes de Siqueira,  coordenadora do Programa Juventudes

Além disso, continua Lauren, o Projeto Trampos está concluindo uma etapa de 90 oficinas de orientação para o trabalho feitas nas regiões de atuação do Programa Juventudes. "Nelas os consultores têm a oportunidade de trabalhar junto com os jovens temáticas relacionadas ao projeto de vida desses jovens, e os percursos necessários e possíveis para que eles se tornem os profissionais que desejam ser”, conclui.

Para isso, o Projeto Trampos se divide em duas fases durante a execução. A primeira é a “Articulação Local” para identificação da rede parceira local pelo reconhecimento dos interesses, sobretudo os relacionados ao trabalho, dos jovens moradores dessas regiões e fazer o estudo de estratégias de inclusão produtiva de jovens. Veja:

A segunda fase do Projeto Trampos é a “Oferta de Cursos Profissionalizantes”, executada conjuntamente com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), com o objetivo de dar oportunidade de qualificação profissional e condições de trabalho e geração de renda para jovens moradores das regiões priorizadas pelo Programa Juventudes.

Análise e PMDI

A iniciativa do Projeto Trampos tem consonância com o objetivo do Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) de reduzir as desigualdades regionais, e, do eixo Saúde e Proteção Social, do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), visando o desenvolvimento econômico e social sustentável.

Dados do IBGE, de 2012, revelam que em Minas Gerais 17,1% da população entre 15 e 29 anos está longe da sala de aula e não tem emprego. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, eles correspondem a 15% dos jovens.

Com foco em responder a essa prioridade do Governo de Minas Gerais, a Sedese também desenvolve outros projetos dentro do Programa Juventudes, como o Mosaicos – Formação para Interlocução Jovem, Colé? – Promoção da Participação Social Jovem, e Elos e Duelos – Promoção da Territorialidade Jovem.

O objetivo é fomentar a cooperação intergovernamental e intersetorial para favorecer a promoção dos direitos dos jovens; aprimorar e ampliar a oferta de ações e serviços de promoção e proteção voltados para jovens; incentivar a participação social, política e cultural de jovens.

Foto: Divulgação/Sedese Diálogo com os jovens do bairro Jardim Teresópolis, em Betim

 



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