Governo de Minas Gerais leva a tradição do artesanato mineiro à maior feira da América Latina

Na edição da Fenearte no ano passado, os artesãos do estado conseguiram faturamento próximo de R$ 600 mil. Para 2017 a expectativa é a de chegar a R$ 800 mil

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De 6 a 16 de julho, em Pernambuco, serão comercializados trabalhos de 100 artesãos mineiros de 21 municípios
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Com tradição e diversidade no artesanato, Minas Gerais entra, a partir desta quinta-feira (6/7), como um dos destaques da 18ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que ocorre no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda,  até o dia 16 de julho (domingo).

A participação dos artesãos mineiros na maior feira do gênero na América Latina se dá com o apoio do Governo de Minas Gerais, por meio do Núcleo de Artesanato da Secretaria de Estado Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Seedif) e do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene). Como parceiro do Estado, também está o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Brasileiras (Sebrae-MG).  

Espaço do Governo de Minas Gerais na edição de 2016  da Fenearte (Crédito: Acervo/Seedif)

De acordo com o coordenador do Núcleo de Artesanato mineiro, Thiago Thomaz, a Fenearte deste ano tem uma área total de 30 mil metros quadrados, com mais de 800 espaços para exposição. Todas as seções ficam abertas por 11 dias, com uma média diária de 12 horas de funcionamento.

São 100 mineiros presentes, mas o trabalho representando cerca de 500 artesãos, alocados em três espaços diferentes, numa área total aproximada de 200 metros quadrados.

No evento, em Pernambuco, Minas Gerais estará representada por meio de trabalhos reconhecidos nacionalmente, feitos a partir do barro (cerâmica), tecelagem, madeira, esculturas sacras, fibras naturais, móveis produzidos com madeira de demolição, entre outros. 

Parcerias

Numa parceria da Seedif com o Programa de Artesanato Brasileiro (PAB) da Secretaria de Micro e Pequena Empresa do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), serão comercializados trabalhos de 100 artesãos mineiros de 21 municípios liderados pelo Centro de Artesanato Mineiro (Ceart). Os trabalhos foram feitos em Antônio Carlos, Belo Horizonte, Betim, Conceição da Barra de Minas, Contagem, Cristina, Lagoa Dourada, Lagoa Santa, Lavras, Nova Lima, Pitangui, Ponte Nova, Prados, Raposos, Sabará, Santa Cruz de Minas, São Lourenço, São João Del Rei, Sete Lagoas, Santa Cruz de Minas e Varginha.

Em uma segunda parceria para fazer o artesanato mineiro ir mais longe, a Seedif, o Idene e o Sebrae-MG se juntam em um estande destinado exclusivamente para o Artesanato do Vale do Jequitinhonha e do Norte de Minas Gerais. No espaço de 45 metros quadrados estão contemplados artesãos de Araçuaí, Chapada do Norte, Datas, Diamantina, Minas Novas, Ponto dos Volantes, Taiobeiras e Turmalina.

Outro estande, o terceiro de artesãos mineiros na 18ª Fenearte, é organizado pelo Sebrae-MG, para atendimento a 16 grupos de artesãos de Belo Horizonte, Caraça, Contagem, Datas, Diamantina, Juiz de Fora, Maria da Fé, Muzambinho, Ouro Preto, Prados, Sete Lagoas, Tiradentes e Uberaba. 

O coordenador do Núcleo de Artesanato da Seedif, Thiago Thomaz, revela que, na aquisição das áreas para exposição do artesanato mineiro, os governos estadual, federal e o Sebrae-MG investiram mais de R$ 200 mil. Além disso, ele acrescenta que o suporte do Governo de Minas Gerais também ocorre por meio do transporte das peças, na coordenação e em toda a logística para que o artesão mineiro se sinta atendido e, consequentemente, o estado esteja bem representado.   

O apoio à atividade reforça um importante segmento da economia. No estado existem cerca de 300 mil artesãos e toda a cadeia produtiva movimenta cerca de R$ 2,2 bilhões por ano em Minas Gerais.

Apoio reconhecido

O artesão de Belo Horizonte, José Roberto Cunha, produz peças a partir da utilização de madeira e conta acrílica. Pela primeira vez, ele se inscreveu para participar de um evento com o apoio do Governo do Estado e levou alguns dos seus produtos para a Fenearte.

"Já havia participado individualmente de feiras, mas, dessa vez, decidi me integrar ao grupo. Estou muito satisfeito e com as expectativas superadas. Acho importantíssimo esse trabalho do Núcleo de Artesanato, nos dando todo o suporte de que necessitamos”, explica.

Marcelo Andrade, por sua vez, é artesão de Prados, no Território Vertentes, e utiliza a madeira como matéria-prima para produzir frutas, leões, fruteiras, galinhas caipira e d’angola, entre outros.

“Numa feira grande, como pessoa física não conseguiria entrar e, como pessoa jurídica, não conseguiria pagar. Com o apoio do Governo do Estado, tudo foi possível. Com certeza é uma forma de estimular a gente”, observa.

Já Lucineia de Souza Barbosa é de Taiobeiras, no Território Norte. Ela preside a Associart, que possui 20 artesãos. Neia, como é conhecida, está pela terceira vez na Fenearte. O seu trabalho, produção de cerâmica, é feito com argila.

“Estou muito feliz, pois, com o apoio do Estado e do Sebrae-MG, temos a oportunidade de levar o nosso produto para estados mais distantes e para uma feira tão importante. Isso nos faz seguir em frente”, afirma.


Serviço:

18ª  Feira Nacional de Negócios do Artesanato - Fenearte
Período de realização:
6 a 16 de julho de 2017
Local: Centro de Convenções de Pernambuco – Olinda/PE
Horário de Funcionamento:
de segunda a sexta-feira, das 14h às 22h;
aos sábados e domingos, das 10h às 22h.
Outras informações: www.fenearte.pe.gov.br



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