Fernando Pimentel participa da abertura da 165ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária

Minas Gerais é o anfitrião do evento que reúne secretários de Fazenda de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal

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Durante o evento, o governador refutou a tese defendida pelo mais pessimistas de que o Brasil estaria naufragando
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O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, participou, nesta sexta-feira (14/07), da 165ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), realizada no Ouro Minas Palace Hotel, em Belo Horizonte. A Secretaria de Estado de Fazenda é a anfitriã desta edição do evento, que conta com a presença de secretário de todos os Estados e do Distrito Federal, além de representantes do Ministério da Fazenda, Receita Federal, Secretaria do Tesouro Nacional e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Entre os temas discutidos durante os dois dias de evento na capital mineira estão o encontro de contas decorrente de recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou à União ressarcir os Estados pelas perdas com as desonerações de ICMS nas exportações previstas na Lei Kandir. Minas Gerais teria direito a receber R$135 bilhões.

Durante a abertura, o governador refutou a tese defendida pelo mais pessimistas de que o Brasil estaria naufragando. “Devemos fazer uma breve reflexão. Estamos diante de teses interpretativas sobre a nossa situação que merecem um breve olhar. A primeira delas diz que o Brasil assemelha-se a um Titanic, que já colidiu com um iceberg e, agora, está contando os minutos para naufragar. Nós discordamos dela, mas tem gente que pensa assim. Outros pensam que o Brasil é um avião, que estaria num momento de voo cego, sem instrumento, mas que, se trocássemos o piloto, poderia retomar o voo a bom termo. É uma versão mais otimista, mas também um pouco trágica”, afirmou.

Ao dizer que acredita no futuro do Brasil, Pimentel fez uma analogia à nau São Gabriel, utilizada por Pedro Álvares Cabral durante o descobrimento do país. Segundo o governador, a história do barco se assemelha a atual situação brasileira. “Eu prefiro acreditar que o Brasil é um navio, como uma nau antiga, meio antiquada, mas valente e guerreira, como a São Gabriel, que foi tomada pelos marinheiros e levou um certo tempo para ser reconquistada por seu comandante, e depois chegou a bom termo. Então, acho que somos como a nau São Gabriel. O que precisamos fazer é tocar o nosso barco devagarzinho que vamos chegar lá”, concluiu.

Além do secretário de Fazenda de Minas Gerais, José Afonso Bicalho, e dos secretários das demais unidades da federação, participaram do encontro o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Refinetti Guardia, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid,  e o procurador-geral adjunto da Fazenda Nacional, Leonardo Rezende Alvim.



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