Estado lança Rede de Enfrentamento ao Racismo e às Múltiplas Formas de Intolerâncias

Iniciativa pretende articular as instituições e serviços governamentais e não governamentais que atuam direta ou indiretamente no enfrentamento ao racismo e intolerâncias

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A Rede vai dar suporte e orientação às pessoas que sofreram algum tipo de discriminação
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A Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac), por meio da Subsecretaria de Igualdade Racial, lançou nessa quarta-feira (21/3) a Rede de Enfrentamento ao Racismo e às Múltiplas Formas de Intolerâncias.

A iniciativa pretende articular as instituições e serviços governamentais e não governamentais que atuam direta ou indiretamente no enfrentamento ao racismo e intolerâncias no estado, bem como desenvolver estratégias efetivas de prevenção às violações de direitos baseadas em raça/cor, origem étnica ou cultural.

A Rede de Enfrentamento ao Racismo e às Múltiplas Formas de Intolerâncias também vai dar suporte e orientação às pessoas que sofreram algum tipo de discriminação, a forma de denunciar e encaminhamento a serviços, como a Delegacia Especializada de Investigação de Crimes de Racismo, Xenofobia, LGBTfobia e Intolerâncias.

Para o secretário de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Biel Rocha, a criação da Rede surge a partir de uma longa discussão entre Governo e sociedade civil para que ela seja um símbolo da luta contra o racismo e as intolerâncias no Estado.

“Esta será uma ferramenta para enfrentar os enormes números de crimes raciais e de intolerância. Precisamos debater a questão. A superação do racismo é uma responsabilidade de todos nós. Temos uma longa caminhada para enfrentar este retrocesso”, afirma o secretário.

A subsecretária de Igualdade Racial, Cleide Hilda, reforça que a Rede que tem como objetivo fortalecer a luta contra o racismo na sociedade. “Vamos agregar parceiros como o Ministério Público, OAB, Secretaria de Segurança Pública e entidades da sociedade civil para inserir a população negra nos seus direitos que ainda são negados”, diz.

Cleide ressalta que a cada 3 minutos um jovem negro é assassinado, que terreiros são atacados devido à intolerância religiosa e estas situações são inadmissíveis em pleno século 21.

“O Estado precisa da Rede para enfrentar esta situação, com participação de vários organismos, inclusive internacionais, para dialogar e mapear os números exorbitantes de crimes raciais, de ataques às comunidades tradicionais, de violações de direitos humanos, para juntos darmos a resposta que a sociedade merece”, finaliza a subsecretária.

O evento, em alusão ao Dia Internacional Contra a Discriminação Racial (21 de março), contou com a participação de representantes de órgãos públicos e entidades da sociedade civil, além de cidadãos que atuam no enfrentamento ao racismo e outras formas de intolerâncias.

Dia Internacional Contra a Discriminação Racial

A data foi instituída pela ONU como o Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial em memória às vítimas do Massacre de Shaperville, ocorrido em 21/3/1960, na cidade de Johanesburgo, capital da África do Sul, quando 69 pessoas foram mortas e outras 186 feridas pelas tropas do exército, durante o protesto organizado pela população negra contra a lei do passe, que a obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde podiam circular.



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