Estado lança cartilha com orientações de proteção a crianças e adolescentes

Publicação feita pela Polícia Civil é direcionada a adultos, alertando para os principais tipos de violência e os sinais apresentados pelas vítimas

  • ícone de compartilhamento

A Polícia Civil de Minas Gerais lançou nesta quinta-feira (18/5) a cartilha “Violar os direitos das crianças e adolescentes é crime. Denuncie". A publicação é direcionada ao público adulto e esclarece quais são os principais tipos de violências contra as crianças e adolescentes, como a violação à liberdade sexual e o trabalho infantil.

A cartilha traz também os principais sinais apresentados pelas vítimas, para que os pais ou responsáveis possam observar e denunciar qualquer suspeita de abuso ou exploração sexual infantil. A publicação está disponível no site da Polícia Civil (www.pc.mg.gov.br).

Entre os sinais físicos e as mudanças de comportamento geralmente apresentados por crianças que estão sofrendo algum tipo de abuso estão: dificuldades escolares; depressão distúrbio do sono e falta de apetite; presença injustificada de lesões; aparência descuidada; agressividade e isolamento social; comportamento inadequado para a idade; fuga de casa; dor ou inchaço nas áreas genital ou anal e automutilação e tentativa de suicídio.

Em Belo Horizonte a Polícia Civil atua em defesa das crianças e adolescente por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). A delegacia fica localizada na Avenida Nossa Senhora de Fátima 2.175, no bairro Carlos Prates. No interior toda delegacia está apta a receber ocorrências e denúncias de abuso e exploração de crianças.

Disque 100

Casos de abusos contra crianças e adolescentes podem ser relatados também ao Disque 100 – Disque Direitos Humanos. Em 2016, o Disque 100, da Secretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério da Cidadania e Justiça, recebeu mais de 15 mil denúncias de violência sexual. A maior parte das denúncias é de crimes de abuso sexual (72%) e exploração sexual (20%).

Ao contrário do que boa parte da população acredita, denúncias contra crianças, idosos, mulheres e pessoas com deficiência também não devem ser feitas pelo 181 Disque Denúncia Unificado, mas pelo Disque Direitos Humanos.  É um serviço gratuito, sigiloso, que também recebe ligações de todo o estado e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.



Últimas