Copasa e WRI Brasil iniciam estudo sobre bacias do Alto Velhas e Rio Manso

Objetivo é identificar problemas ambientais que podem ser mitigados com soluções baseadas na natureza

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A Copasa e a WRI Brasil, instituto de pesquisa que trabalha na promoção da proteção ambiental, de oportunidades econômicas e bem-estar humano, deram a largada, nesta semana, para um estudo sobre as bacias do Alto Velhas e do Rio Manso. O objetivo é identificar problemas ambientais nessas duas bacias que podem ser mitigados com soluções baseadas na natureza e, assim, impactar positivamente os sistemas de abastecimento. 

Como o próprio nome indica, soluções baseadas na natureza são ações verdes, inspiradas nas dinâmicas naturais, como ações de recuperação vegetal e construção de barraginhas, que contribuem para a restauração e conservação do ecossistema. Com duração prevista de 12 meses, o estudo pretende quantificar ganhos potenciais que podem ser obtidos com a realização dessas ações. A expectativa é a de que a pesquisa possa resultar em ações efetivas que se traduzam na qualidade de vida das populações diretamente afetadas.

Segundo Maíra Fares, responsável pelo programa Pró-Mananciais pela Unidade de Serviço de Controle Ambiental, o estudo deve subsidiar a adoção de soluções mais eficazes para os problemas das bacias. “Essas são as principais bacias em termos de abastecimento para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, por isso são territórios estratégicos. Os dados produzidos pelo estudo devem ajudar a direcionar investimentos e proporcionar economia no tratamento de água”, explicou.

O estudo sobre as bacias do Alto Velhas e do Rio Manso faz parte do programa Cities4Forests, uma iniciativa internacional que incentiva as cidades a conservar e restaurar florestas dentro e fora dos limites urbanos. 

Visita aos sistemas

Para conhecer melhor os problemas locais e discutir possíveis caminhos, foram realizadas nesta semana duas oficinas: no dia 24/5, o evento foi no sistema do Rio Manso e, no dia 25/5, no sistema do Rio das Velhas. Participaram representantes da Copasa, de prefeituras locais, de empresas e de organizações da sociedade civil, como ONGs e sindicatos.

Na avaliação de Maíra Fares, as oficinas permitiram fazer um retrato da realidade de cada uma dessas bacias e engajar atores locais na busca de um território mais sustentável e com segurança hídrica. “Foi um momento de muita troca e muita escuta. As oficinas proporcionaram uma riqueza muita grande de informações e percepções sobre esses dois sistemas”, avalia.



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