Circuito Mineiro de Arte e Cultura da Reforma Agrária chega a BH

Com o tema “Alimentar a luta, cultivar a arte”, evento contará com mais de 100 barracas, manifestações artísticas e conferências

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Circuito contará com mais de 100 barracas com saborosos produtos de Minas
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Cantoria, Folia de Reis, capoeira, feira de alimentação saudável, cozinha da roça, conferências, café coletivo, mostra e ato político fazem parte do Circuito Mineiro de Arte e Cultura da Reforma Agrária, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que acontece de sexta-feira (6/10) a domingo (8/10), na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte.

O evento já foi realizado nas cidades de Montes Claros, Governador Valadares, Alfenas, Juiz de Fora, Uberlândia e Betim.

Com o tema “Alimentar a luta, cultivar a arte”, o Circuito contará com mais de 100 barracas com saborosos produtos de Minas e de outros estados, como Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Bahia, além de uma programação artística que inclui shows dos músicos mineiros Titane, Aline Calixto, Flávio Renegado, Meninas de Sinhá, Sergio Pererê, João Bá e Fernando Guimarães, Zé Pinto e Wilson Dias, do Vale do Jequitinhonha e Bando Maré de Março.

O projeto, uma parceira da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Cemig, Codemig, Secretaria de Cultura e apoio das prefeituras locais, se enquadra nos objetivos da Estratégia do Enfrentamento da Pobreza do Campo do Governo de Minas Gerais, com as ações de comercialização dos agricultores familiares que participam dos assentamentos rurais.

De acordo com o subsecretário de Trabalho e Emprego da Sedese, Antônio Lambertucci, “o Circuito é uma forma também de inserir os trabalhadores no plano de trabalho da Economia Solidária, promover o intercâmbio cultural entre as comunidades rurais e a população da cidade, além de divulgar os produtos e gerar renda”.

Distribuição de mudas no espaço Agrofloresta          

Durante os três dias do Circuito haverá um espaço de Agrofloresta modelo e distribuição de mudas para o público vivenciar outras formas de cultivar a vida. Para Ênio Bohnenberger, da Direção Nacional do MST, esta é uma forma de alinhar a cultura e a política, divulgando o projeto do movimento para o campo brasileiro.

“Nós construímos a cultura sem terra desde que rompemos as cercas do latifúndio e semeamos as primeiras plantações para nos alimentar. A partir disso, a resistência, as místicas, as músicas que cantamos e as novas relações sociais construídas são dimensões em que uma nova cultura vai se enraizando e frutificando. Os trabalhadores têm a capacidade de expressar isso em forma de arte”, explica o dirigente.

Confira a programação:

Sexta-feira, 6/10

10h Abertura da Feira de Alimentação Saudável

12h Cantoria

14h Mostra Sem Terra

17h30 Folia de Reis

18h Ato político de abertura Festival

19h Abertura do palco Vander Lee

20h Zé Mulato e Cassiano

21h Wilson Dias

Sábado, 7/10

8h Feira de Alimentação Saudável Cidona

9h30 Conferência Alimentação Saudável Silvino Gouveia Lançamento ENA

12h Cantoria

13h15 João Bá e Fernando Guimarães

14h15 Zé Pinto

15h Mostra Sem Terra

19h30 Titane

21h15 Aline Calixto

23h Flávio Renegado

Domingo – 8/10

7h Café coletivo com Mesa de Thereza

8h Feira de Alimentação Saudável

9h30 Rubinho do Vale e Intervenção Sem Terrinhas

10h30 Meninas de Sinhá

12h15 Cantadeiras

13h15 Pedro Boi

14h15 Roda de Capoeira

16h30 Pereira da Viola

18h Sérgio Pererê



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