Chamada conjunta vai apoiar projetos de pesquisa sobre 'Biobased Water Technology'

Iniciativa é fruto de colaboração entre o Estado, por meio da Fapemig, e a organização holandesa para Pesquisa Aplicada - SIA

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Segundo a Fapemig, embora reconhecido na área de biomassa, O Brasil possui fluxos de resíduos não aproveitados para a 'biobased economy'
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O Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), em parceria com a Força Tarefa para Pesquisa Aplicada (SIA) da Organização Holandesa para Pesquisa Científica (NWO), lançou a chamada conjunta com o tema Biobased Water TechnologyO conteúdo da chamad apode ser consultado neste link.

O objetivo da chamada conjunta é apoiar projetos de pesquisa a serem elaborados conjuntamente por pesquisadores vinculados a Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação/ICTs em Minas Gerais e na Holanda, que configurem cooperação bilateral e estreita. É esperado, também, que a atividade de pesquisa seja conduzida em ambos os lados e que a contribuição do projeto seja uniforme entre Minas Gerais e a Holanda.

Oportunidade

O prazo final para a submissão da expressão de interesse via ISAAC-system para a SIA é o dia 12 de maio, às 14h, de acordo com o horário local na Holanda. O prazo de submissão para a Fapemig também é o dia 12 de maio, às 14h, pelo horário de Brasília. Para candidatura da proposta de pesquisa completa, os candidatos de Minas Gerais devem preencher o formulário eletrônico do Everest, em português, e anexar os documentos complementares. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail: aci@fapemig.br.

Biobased economy

A Biobased economy refere-se a uma economia em que produtos farmacêuticos, produtos químicos, materiais, transporte de combustíveis, eletricidade e calor e todos os tipos de insumos diários são feitos a partir de biomassa, em substituição aos combustíveis fósseis, como é o caso petróleo, carvão ou gás natural. Para a presente chamada, o termo biobased activities é definido como atividades que transformam biomassa da agricultura, água e silvicultura (incluindo resíduos), como resíduos orgânicos sólidos e líquidos, em produtos de maior valor agregado, incluindo bioenergia e biomateriais.

O Brasil é reconhecido na área de biomassa, o que inclui a produção de etanol biológico derivado da cana-de-açúcar, produção de biodiesel de soja e o uso de madeira e minério de ferro para produção de aço. O país também possui muitos outros fluxos de resíduos que seriam úteis para a biobased economy, mas não são aproveitados (por exemplo, o biogás de resíduos agrícolas, resíduos biológicos sólidos, entre outros).

Na Holanda, a Biobased economy tem sido amplamente adotada nos últimos dez anos. As razões mais importantes que levaram a essa adoção foram: busca por uma maior sustentabilidade, (redução das emissões de CO²), a consciência da disponibilidade finita dos combustíveis fósseis, e as oportunidades econômicas oferecidas às empresas holandesas por meio do uso de recursos e resíduos biológicos renováveis. Durante os últimos dez anos, o setor químico holandês expandiu suas empresas em 30% por meio da introdução de novos produtos no mercado, aumentando a produtividade em mais de 30% e reduzindo o consumo de energia, por tonelada de produto, em 25%.

Outras informações podem ser obtidas junto à Central de Informações da Fapemig pelo e-mail - ci@fapemig.br.



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