BDMG completa 55 anos planejando o futuro

Banco reestruturou sua forma de atuação e se prepara para enfrentar os desafios do desenvolvimento no século XXI

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O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) comemorou na última-sexta-feira 55 anos de fundação lançando novas bases para sua missão de impulsionar o crescimento econômico e social de Minas Gerais. Criado em 1962, o BDMG nasceu em um cenário econômico, social e político que ficou conhecido como “desenvolvimentismo”, época de construção do estado de bem-estar social e de tentativa de superação do subdesenvolvimento tendo o Estado como agente indutor de transformação.

“A criação do BDMG é parte de um grande esforço, mineiro e brasileiro, de constituição de instituições de planejamento e gestão públicas como suporte ao desenvolvimento”, afirmou em seu discurso Marco Aurélio Crocco, presidente do BDMG, ressaltando que, mais de meio século depois, os desafios enfrentados pelo BDMG “não somente se mantêm como foram ampliados, fruto não apenas do relativo fracasso do processo de diversificação da economia mineira, como também dos retrocessos observados em períodos recentes”.

Citando as 15 milhões de famílias desempregadas, a menor taxa de investimento dos últimos 10 anos e a privatização de setores estratégicos, como a energia, Crocco criticou o que classificou como “curto-prazismo” na condução da política econômica do país. “Troca-se o que é estratégico, essencial para a construção do longo prazo por uma alegada solução de curto prazo. Condena-se o futuro e não se soluciona o presente”, comparou.

Segundo ele, mesmo com um cenário econômico adverso, que impõe muitas restrições orçamentárias, o Banco vem reestruturando sua forma de atuação e se preparando para enfrentar os desafios do desenvolvimento no século XXI, priorizando quatro áreas de atuação. A primeira delas é a Inovação, não só fornecendo linhas de financiamento, mas também participando diretamente em empresas e fundos de investimentos com esse perfil.

Em 2014, o BDMG apoiou 15 projetos de inovação. Hoje são 45 e a meta é chegar a 70 até o final do ano, fechando 2018 com 100 projetos apoiados. A partir do ano que vem, o BDMGTec passará a atuar também no apoio a startups e pequenas e médias empresas de alta tecnologia. Para esta nova área de atuação, estima-se a alocação de um montante de R$ 110 milhões.

As outras três áreas que ganharam relevância são Desenvolvimento Regional e Social - com linhas de financiamento com taxas de juros mais baixas para micro e pequenas empresas localizadas em municípios com baixo IDH -, Agronegócio – com desembolso de cerca de R$ 700 milhões para apoiar o setor até o final de 2018 – e Sustentabilidade, entendida enquanto indutora do desenvolvimento.

“Falar em sustentabilidade, em cumprimento de metas ambientais, em preservação, requer também discutir e induzir, desenvolvimento científico e tecnológico, inovação, novos materiais, novos setores industriais, desenvolvimento regional, inclusão social, agricultura sustentável e novas formas de consumo”, explicou Crocco.

Vislumbrando estes novos tempos, o BDMG decidiu transformar parte do Banco em um Banco Verde, especializado em projetos de eficiência energética, novos materiais, agricultura sustentável, energias alternativas etc. Para tanto, parcerias estão sendo firmadas com organismos multilaterais para a capacitação interna do quadro técnico, como também para a obtenção de recursos para o financiamento dessas atividades.

“Estimamos conseguir levantar no mercado internacional cerca de 100 milhões de euros (R$ 370 milhões) exclusivamente para esta nova área de atuação do Banco”, afirma o presidente do BDMG.

Representando o governador Fernando Pimentel, o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, saudou os presentes reafirmando os princípios defendidos por Marco Aurélio Crocco. 

“Em nome do governador Fernando Pimentel, acolho o discurso do presidente Crocco e o reafirmo: esses são princípios do nosso governo. Seja no banco ou em outras áreas, o Governo de Minas Gerais se recusa a trocar seu futuro por soluções imediatistas. Nosso compromisso vai além de gerir o Estado por quatro anos, como nos foi confiado pelo povo de Minas Gerais. É um compromisso com o desenvolvimento econômico, social e cultural para as próximas gerações”, finalizou Helvécio Magalhães.



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