Pronunciamento do governo Fernando Pimentel durante evento de entrega de 237 veículos para a área de Saúde de cerca de 200 municípios mineiros

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Bom dia a todos e a todas!

Vocês todos que estão aqui foram testemunhas e personagens desse encontro de muita alegria para nós. Vocês viram a alegria que nós ficamos, por três motivos: o primeiro é minha alegria por encontra-los , encontrar com os prefeitos, com as prefeitas, com os nossos parceiros das prefeituras dos municípios de Minas Gerais, eu que fui prefeito de Belo Horizonte dois mandatos, antes disso fui secretário na prefeitura da capital em dois outros mandatos de prefeitos companheiros nossos, e sei exatamente a tarefa e o papel que cada prefeito e prefeita tem em Minas Gerais, esse nosso estado com 853 municípios. Eu tinha vontade de ir pessoalmente a um por um, mas é impossível. Se vocês fizerem a conta, vocês vão ver que não tem jeito de o governador ir a todos. Então, não tem outro jeito de eu encontrar os prefeitos a quem eu quero tão bem, por quem eu tenho tanto carinho, a não ser fazendo encontros como esses aqui na manhã de hoje.

Então, a minha alegria é genuína, é real, é autêntica, de encontrar vocês aqui. Vocês que são agentes públicos, agentes políticos do primeiro combate. Eu costumo dizer que os prefeitos e prefeitas são a infantaria. Quando a gente vai para a guerra, quem está na frente, quem toma tiro, é infantaria. Está lá na trincheira, com pé na lama, mas na hora da vitória é quem comemora primeiro, porque é quem ocupa o espaço. Então vocês são a nossa infantaria. Eu digo isso com muito orgulho. 

O governo federal fica lá longe, é artilharia. Artilharia não corre risco nenhum, porque está lá fora do campo de batalha, fica dando tiro de canhão. Quando acerta, é uma maravilha, mata os inimigos. Quando erra, mata a gente. É o chamado fogo amigo. O tiro acerta na trincheira da gente, mata todo mundo. E o Estado é a cavalaria. Eu não sei para quê que serve não... desfila na parada, aqueles cavalos bonitos, mas, fora isso, não tem servido para muita coisa não. É uma brincadeira que eu faço com os meus secretários, para eles ficarem estimulados a fazer o que nós precisamos fazer: ajudar os municípios, os prefeitos e prefeitas a governarem junto conosco. Então, alegria por isso.

Alegria também porque nesse ato aqui nós estamos entregando equipamentos extremamente importantes para a gestão pública dos municípios. Só quem não acha importante é quem não conhece Minas Gerais. Minas tem 853 municípios e quase 400 - ou seja, quase a metade - tem menos de 10 mil habitantes. Mais de 200 têm menos de 5 mil habitantes. Então, são cidades muito pequenas, que você não tem como manter nelas um equipamento de saúde completo. Um hospital, uma clínica especializada, não tem, é impossível manter lá o equipamento completo. 

Então, não tem outro recurso nesses nossos municípios senão você ter meios de transporte adequados, novos, confortáveis, para levar os pacientes da cidade pequena em um centro maior, aonde, aí sim, você pode fazer um atendimento especializado, uma cirurgia, enfim, aquilo tudo que o cuidado da saúde requer. 

Então, quando a gente entrega ambulâncias, quem não conhece Minas, ou quem acha que governar Minas pode ser feito de longe, lá do Rio de Janeiro, não entende isso. Acha que é um detalhe: ‘ah, esse negócio de ambulância não vale nada’. Não vale? Vale! Vai lá para a cidade pequena para ver se não vale, vai lá para a cidade de 3 mil habitantes para ver se não melhora a qualidade de vida e se não ajuda o prefeito e a prefeita a atender aquela demanda tão essencial, que é a demanda de saúde, assim como uma viatura nova da Polícia Militar, assim como delegado da Polícia Civil, que nós estamos nos esforçando para cobrir todos os territórios, assim como o Corpo de Bombeiros, que agora nós criamos um programa, vamos fazer destacamentos menores e vamos colocar bombeiros na maioria dos municípios de Minas. Hoje, não temos, mas vamos fazê-lo. Enfim, governar Minas junto com vocês. 

Então a minha alegria não só de encontra-los, mas também porque este encontro está simbolizando aquilo que a gente faz de melhor, que é melhorar a qualidade de vida das nossas cidades, do nosso povo.

E a última coisa que eu quero dizer, que também é motivo de alegria, é nós estamos aqui celebrando uma coisa muito rara no Brasil de hoje: o bom entendimento – aliás, eu poderia dizer, se os deputados me permitirem, o excelente entendimento que hoje existe entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo em Minas Gerais, e é só isso que possibilita esse encontro que nós fazemos aqui hoje. Porque os deputados, todos eles, empenharam as suas emendas. A emenda do deputado é de livre arbítrio dele. Ele pode colocá-la aonde ele quiser, do jeito que ele quiser. Mas todos os deputados concordaram conosco: vamos concentrar as emendas na saúde e vamos concentrar em adquirir equipamentos – veículos e ambulâncias para a saúde –, porque assim o Estado compra esses veículos e, como compra em grande quantidade, compra mais barato, sai muito mais barato do que o deputado distribuir o dinheiro e o município mesmo ter que fazer a licitação para comprar. Fazendo isso, possibilitou que ganhássemos mais espeço, mais veículos com o mesmo dinheiro. Esse entendimento é que eu acho que tem faltado ao Brasil. Quando você olha para Brasília, é outro cenário que a gente vê. Os poderes da República não se entendem, é uma luta fraticida entre Executivo, Legislativo, Judiciário - e o principal prejudicado é o povo brasileiro. Em Minas, não. 

Em Minas, nós estamos enfrentando a crise com aquelas duas coisas que tornam o mineiro e a mineira diferente da maioria dos outros brasileiros. Primeiro, com a vocação que nós temos para o trabalho. Eu costumo dizer que a vocação do mineiro é acordar cedo, trincar os dentes e trabalhar. Trabalhar o dia inteiro e, no final do dia, agradecer a Deus porque teve saúde e pedir mais saúde para enfrentar o dia seguinte. É por isso que Minas está vencendo a crise, que é a mesma em todos os estados, de maneira muito mais efetiva do que outros estados. Basta olhar para o lado aqui e ver o que está acontecendo no Rio de Janeiro.

Eu falo com muita tristeza, porque nós todos amamos o Rio, somos solidários com os nossos irmãos cariocas, mas o Rio entrou em colapso total na saúde, educação, segurança. É uma devastação do ponto de vista de prestação de serviço. E aqui não. O nosso déficit é o mesmo do Rio. O nosso problema fiscal é o mesmo do Rio. Nós também decretamos emergência financeira - mas lá, por outro tipo de condução, quem sabe porque estão aderindo a essa política do governo federal e cortando verba da educação, saúde, segurança, a coisa desandou. E aqui, graças a Deus, nada disso está acontecendo. A polícia está trabalhando, cumprindo o seu papel, as escolas funcionando, postos de saúde funcionando. Alguém poderia dizer assim: “poderia estar muito melhor”. Claro que poderia. Se nós não estivéssemos mergulhados nessa crise de quatro anos já de recessão, com crescimento econômico negativo, PIB caindo - o PIB acumulado nesses quatro anos caiu mais de 10% -, a renda per capita caindo, arrecadação dos municípios e estados caindo. Se não fosse isso, tudo podia estar melhor. Mas não está tão ruim quanto outros estados, porque os mineiros e as mineiras têm vocação para o trabalho e estão enfrentando a crise sem ficar lamuriando, reclamando, chorando pelos cantos.

Cada um dos prefeitos e prefeitas que estão aqui sabem o que eu estou falando. Pegaram as prefeituras agora, muitas delas em condições terríveis, do ponto de vista financeiro, e está todo mundo trabalhando. Vêm aqui, conversam com um secretário, falam que não têm dinheiro, mas tudo bem, vamos ajeitar as coisas, um deputado ajuda e nós vamos construindo uma saída, uma solução com aquilo que Minas Gerais sabe fazer: serenidade, cabeça fria e trabalho. É isso que Minas está fazendo. Então, quando eu vou a Brasília, a única coisa que eu peço nos ministérios, nas repartições federais, lá onde a gente tem de ir sempre para pedir ajuda e recurso, eu só peço uma coisa: deixem Minas trabalhar. Se vocês não podem nos ajudar, então não nos atrapalhem. Deixem que nós vamos vencer a crise com aquilo que o mineiro sabe fazer: trabalho e serenidade.

Parabéns a todos, e vamos começar bem a semana, voltar para os municípios com ambulâncias novas, e que Deus nos proteja. Vamos continuar trabalhando por Minas. 

Obrigado!