Pronunciamento do governador Fernando Pimentel no evento de entrega de viaturas para Divinópolis e região

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Bom dia a todos!

Quero fazer dois registros apenas. O primeiro é singelo. Nós poderíamos fazer as entregas das viaturas lá em Belo Horizonte, mas já fizemos oito ou nove entregas no interior do Estado. Nós poderíamos ter juntado todas as viaturas e ter feito uma grande entrega lá na capital. Seria até mais cômodo para mim – mas eu optei por fazer o contrario: em vez de levar vocês para capital, o governador vai a cada região e faz a entrega, até porque é uma possibilidade de a gente conversar, de a gente ouvir as pessoas. Estar presente em cada local é muito importante, e a própria Polícia Militar está presente no cotidiano da população.

Então, eu, como governador, quis compartilhar essa presença com vocês, mostrar nosso apoio, nosso carinho, nossa solidariedade ao trabalho da Polícia Militar no interior e, muitas vezes, quando eu chego, o comandante chega e fala que é a primeira vez que um governador vem aqui no quartel. Bom, que seja a primeira, mas que não seja a última. Eu quero muitas e muitas vezes estar com vocês nas atividades, nas dependências, nas unidades da Polícia Militar de Minas Gerais.

E, claro, quero falar do nosso carinho com a região Oeste, com Divinópolis, cidade-polo importante. Então, a presença do Governo do Estado não pode ser só simbólica. O governo não tem que estar lá em Belo Horizonte mandando recado para o interior. Nós temos que estar juntos, presentes, ver as dificuldades de cada região e, aí compartilhar soluções possíveis.

Eu costumo dizer assim, e todo mundo sabe disso: estamos vivendo uma crise horrorosa do ponto de vista financeiro. A pior crise que esse país já enfrentou e, certamente, que Minas Gerais já enfrentou. Quando a crise é grave, nós não podemos fazer aquela história de “farinha pouca, meu pirão primeiro”. A história tem que ser outra: farinha pouca, vamos dividir o nosso pirão. Então, é o que estamos fazendo aqui.

Além desse registro importante da nossa presença, da nossa solidariedade com a segurança pública do Estado, nós temos um outro registro para fazer aqui e que acabamos de assinar. Que é movimentar o SAMU, que está aqui - as ambulâncias estão até aqui atrás, paradas - e colocá-lo em funcionamento mesmo sem a contrapartida da União. O Ministério da Saúde ainda não nos credenciou, ainda não credenciou o SAMU Oeste. Mas nós não podemos esperar mais. As pessoas precisam do atendimento. Então, o que o Estado está fazendo? O Estado está antecipando a cota dele, junto com os municípios, que também terão que comparecer com a parte do custeio, e vamos colocar o SAMU em funcionamento esperando que neste ano ainda o Ministério da Saúde credencie e aí alivie um pouco o Estado e os municípios. Nosso objetivo é tentar chegar ao final do mandato com o Serviço de Atendimento Médico de Urgência implantado em todas as regiões de Minas Gerais. Nós temos ainda seis ou sete regiões ainda sem SAMU. E a região Oeste é uma delas, mas agora, com esse decreto nosso, nós podemos ativar o SAMU Oeste, que vai atender a 54 municípios na região inteira. É muito importante garantir tranquilidade, garantir assistência médica para toda a região. Dentro de uns 30 dias, talvez, ele já vai estar rodando. As ambulâncias estão aqui, tem que mobilizar as equipes que já estão treinadas e trazer mais ambulâncias novas, que estão para ser entregues, dependendo apenas da ordem que vai ser dada a partir de agora, com o recurso que o Estado colocou. Então, são duas coisas importantes: o SAMU que vai ser colocado em funcionamento a partir de agora, e a segurança pública que vai ser extremamente beneficiada com as novas viaturas que estão entrando em funcionamento.

Além disso, obviamente, é preciso compartilhar com todos, com a população, com a sociedade civil, as dificuldades que o Estado enfrenta. Vejam bem: a obra mencionada aqui é uma obra fundamental para a segurança dos usuários da MG-050. A estrada está em regime de concessão, que foi feita em governos passados e nós não participamos disso. Nós estamos nos reunindo com a concessionária e exigindo que ela faça as obras. Até agora ela se recusou a fazer. Na última reunião que fizemos, nós colocamos na mesa a seguinte alternativa: ou fazem as obras ou nós vamos cancelar a concessão, que é uma medida duríssima, mas chegou a esse ponto. Não cabe aqui, também, ficar jogando pedra no passado. Nós não vamos procurar culpados em quem já não está mais no governo. Não se trata disso, nós temos é que achar uma solução. E a solução nós vamos encontrar. Ou bem a concessionária vai fazer as obras necessárias que já estão elencadas e todo mundo sabe quais são ou nós vamos cancelar a concessão, vamos retomá-la, fazer uma nova licitação de concessão e, com certeza, vamos encontrar uma empresa que, com seriedade, execute aquilo que tem que ser feito. Não tem outro caminho, o caminho é: com paciência, com serenidade, identificar os problemas e buscar as soluções.

Não é prometer mágica, porque ninguém faz mágica. Nós estamos enfrentando no Brasil a pior crise da história da república, política, econômica, institucional, tudo junto, mas nós estamos num estado, que é Minas Gerais, que está funcionando. As pessoas precisam perceber isso. Porque aqui ao lado tem estados que se dissolveram à luz do dia. O colapso dos serviços públicos em estados vizinhos a Minas Gerais é visível, está nas páginas dos jornais e nos noticiários da televisão, da segurança pública, da saúde, da educação. Aqui, as coisas estão funcionando e custa muito sacrifício para os servidores públicos do nosso Estado e para o governo do nosso Estado manter as coisas funcionando, tamanha a crise que o Estado e o Brasil estão enfrentando. Então não é pouca coisa dizer que nós estamos mantendo o Estado em funcionamento, é muita coisa, e cada dia que passa isso vai ficando mais visível aos olhos da população.

Que bom que Minas Gerais encontrou um clima de harmonia entre o Poder Legislativo, estão aqui os deputados, tanto a bancada federal quanto a Estadual para testemunhar isso, um clima de harmonia entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo, um clima de harmonia também com o Poder Judiciário, que nos permite enfrentar demandas que, às vezes, surgem meio absurdas, mas que o Judiciário mineiro tem tido a compreensão de não arbitrar contra o povo, porque há sentenças judiciais que acabam voltando contra a população. Quando você obriga o Estado a fazer coisas que beneficiam apenas uma parcela ou as vezes apenas um indivíduo, quem sofre é a coletividade, não é o governador. Então, tudo isso nesse momento está em tela de juízo no Brasil, digamos assim.

Nós precisamos ter muita cautela, muita atenção, acompanhar bem, fazer críticas, claro, faz parte da democracia, nós todos somos democráticos, mas fazê-las de forma certa, fazê-las buscando a solução. Esse é o grande desafio que o Brasil enfrenta hoje. Criticar é fácil, eu quero ver é achar solução para os problemas. Aqui nós estamos solucionando pelo menos dois graves problemas da região Oeste: segurança pública e o SAMU, que foi colocado em funcionamento. Tem outros? Claro, tem muitos, eu posso fazer uma lista, é o estado inteiro que nós tomamos conta. Mas nós vamos aos poucos, com paciência, com serenidade, levantando a cada dia e fazendo aquilo que o mineiro sabe fazer de melhor, que é trabalhar.

O segundo nome de Minas é trabalho. E isso é o que nós fazemos todo santo dia em prol do povo de Minas Gerais. Acordar cedo, trincar os dentes e trabalhar. Minas está enfrentando a crise e vai vencer, sem lamúria, sem reclamação, sem juízos falsos de valor, trabalhando cotidianamente para melhorar a qualidade da vida da nossa gente. É o exemplo que a Polícia Militar nos dá no dia a dia, que as forças de segurança nos dão, que os servidores públicos nos dão e que nós queremos dar para o Brasil inteiro. Que seja assim, que Deus nos ilumine nesse caminho, bom dia a todos, vamos continuar trabalhando por Minas Gerais. Obrigado!