Pronunciamento do governador Fernando Pimentel na solenidade de entrega de viaturas ao Corpo de Bombeiros Militar

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Gostaria de dizer da nossa alegria de estar compartilhando com vocês aqui hoje esse evento que é extremamente simbólico do que nós queremos e fazemos por Minas Gerais.

A minha primeira palavra aqui é uma palavra de agradecimento aos bombeiros militares de Minas Gerais pelo empenho para garantir tranquilidade, segurança a toda população do Estado. As pessoas costumam se lembrar primeiro da Polícia Militar, depois da Polícia Civil, agentes prisionais e só por último lembram dos bombeiros militares. O bombeiro militar é aquele que só é lembrado quando ele é necessário, na pior hora, na hora mais difícil, na hora de maior risco, na hora de maior aperto da população, e é ele quem está lá presente. Ele que é o anjo da guarda para salvar vidas, às vezes com risco da própria vida. Então, minha homenagem, meu agradecimento em nome de todo o povo de Minas Gerais a essa corporação tão valorosa que, através do tempo, tem mostrado o seu compromisso com segurança pública do nosso Estado.

Ainda agora, ano retrasado, quando tivemos a tragédia de Mariana, nós pudemos comprovar - e o Brasil inteiro comprovou - a eficiência do bombeio militar, do empenho. Eu mesmo fui lá várias vezes, nós pudemos ver os bombeiros militares se desdobrarem para segurar essa tragédia para que a população, especialmente a mais afetada, tivesse tranquilidade, tivesse paz, tivesse a sua vida preservada. Então, quero prestar minha homenagem aos bombeiros militares, mas também renovar o nosso compromisso com a segurança pública do Estado. Nós temos feito entregas de viaturas para a Polícia Militar, temos feito também para a Polícia Civil, temos feito a incorporação de novos soldados da tropa da PM e ao efetivo da PC, percorrendo o Estado inteiro e mostrando o compromisso primordial do nosso governo com segurança pública.

E esse ato aqui hoje se reverte também deste significado. Um Corpo de Bombeiros Militar bem equipado, bem treinado, motivado, bem orientado, é tudo que a população precisa para assegurar tranquilidade e paz nos momentos onde é mais necessário, e é aí que o bombeiro mostra a sua presença, a sua necessidade.

Nós estamos aqui entregando 38 viaturas que vão para o interior do Estado, para vários municípios, graças a emendas dos nossos deputados. Às vezes escuto críticas ao mecanismo das emendas parlamentares como se isso fosse uma forma atrasada de fazer política, mas é o contrário. A emenda parlamentar é o instrumento mais legítimo que existe para a política. É um deputado que, no interesse da comunidade que o elegeu, vai ao orçamento público de forma transparente e indica qual é a modalidade que ele quer de gasto. Se é para escola, se é uma viatura para polícia, ou se é viatura de resgate para o Corpo de Bombeiros. É a forma mais legitima que existe para fazer política, usando os recursos públicos da forma mais correta por aqueles que são os representantes mais legítimo da população do nosso Estado. Tenho orgulho em compartilhar esse fazer da boa política, do Executivo e Legislativo buscarem representar bem e fazer com que a população obtenha o benefício necessário para sua segurança, para a sua qualidade de vida. Nós, além de renovar o compromisso com a segurança pública e agradecer aos bombeiros por seu papel na tranquilidade da população mineira, estamos também renovando a convicção na forma correta e transparente de fazer política.

Essa é uma reflexão necessária no momento de crise aguda que estamos vivendo no Brasil.

Certamente, a maior crise e a pior que a população já viveu. Crise política e institucional muito grave. Estamos vendo ao nosso lado estados fortes, poderosos, se dissolvendo à luz do dia. Serviços públicos entrando em colapso, uma pressão enorme de setores da sociedade para que seja feito um ajuste fiscal que, se feito da maneira como está sendo apregoada em Brasília, vai piorar ainda mais a crise que estamos vivendo.

Minas Gerais está se erguendo para dizer não. Não queremos fazer um ajuste que custe o colapso dos recursos públicos, não vamos sacrificar os direitos dos servidores públicos, especialmente daqueles que escolheram a carreira militar, que colocam a própria vida em risco. Esses não serão e não podem ser prejudicados por nenhum ajuste.

Equilibrar as contas públicas é mais do que necessário, é um objetivo nosso e nós estamos conseguindo equilibrar, estamos reduzindo o nosso déficit a cada virada do ano. Vamos continuar preservando os direitos dos servidores públicos porque não existe serviço público se não tiver servidor público. Não há como prestar serviço público se os servidores tiverem se sentindo ameaçados, desmotivados.

Vejo agora que o Governo Federal está terminando o novo projeto de lei de recuperação fiscal, por assim dizer, que é semelhante ao de recuperação judicial com as empresas, e que vai enviá-lo à Câmara Federal.

Esse projeto, que se propõe a ajudar estados que estão em dificuldades, elenca contrapartidas duríssimas para com os serviços públicos dos estados, e mais vai até além: impõe aos estados a obrigação de privatizar as suas empresas públicas, como se isso fosse uma receita milagrosa, como se faltasse comida na sua casa e você vende o fogão – mas, se você vende o fogão, você vai fazer a comida onde?

No caso de Minas Gerais, temos empresas públicas muito competentes, muito eficientes, que estão melhorando a cada dia, como Cemig, Copasa, Codemig e outras. Nós iremos privatizar para quê? Qual é o objetivo dessa pressão para que o estado venda as suas empresas mais eficientes, mais poderosas, para resolver um problema que nós podemos resolver ao longo do tempo, se houver alguma boa vontade do Governo Federal? Então, Minas, neste momento, está em alerta. Vamos trabalhar na Câmara Federal para que esse projeto seja melhorado. Para que se retire desse projeto essas contrapartidas excessivas que vão prejudicar o povo de Minas Gerais. O nosso compromisso não é com o orçamento, mas com o povo de Minas Gerais. Nós não queremos contas publicas desequilibradas, herdamos um déficit enorme, e vamos fazer de tudo para reduzi-lo, mas não podemos nem vamos admitir a redução do déficit nas contas do serviço público prejudicando o povo.

O que adianta ter contas equilibradas se no Governo a polícia não estará nas ruas, se o Corpo de Bombeiros não prestar o seu serviço, se os postos de saúde estiverem fechados e as escolas também? Que equilíbrio é esse que sacrifica a população? Esse nós não vamos aceitar. É a voz de Minas dizendo que Minas vai seguir o caminho que sempre seguiu historicamente, com serenidade, com equilíbrio, com harmonia entre o Poder Legislativo, Executivo e Judiciário. Nós vamos preservar Minas Gerais e vamos superar essa crise fazendo aquilo que os mineiros sabem fazer de melhor, que é trabalhar.

Vamos com denodo, com empenho, como fazem nossos bombeiros militares, vamos continuar enfrentando as dificuldades e superando-as em nome do povo de Minas Gerais.

Viva o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, viva o  povo de Minas Gerais, viva o Brasil.