Pronunciamento do governador Fernando Pimentel na abertura do 1º Seminário Estadual de Prevenção à Violência Doméstica contra as Mulheres

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Bom dia a todos a todas!

Ontem eu estava em Brasília e comentei que hoje eu estaria abrindo um seminário estadual de prevenção de violência doméstica em Belo Horizonte. E a pessoa com quem eu conversava estranhou.  Ela disse: “Mas governador, o senhor acha importante abrir um seminário de interno, coisa da polícia, do Ministério Público. Ai eu me senti no dever de explicar ao cidadão qual é o nosso compromisso em Minas Gerais, que são as tarefas relacionadas aos direitos humanos de segurança pública e com a paz social que a gente busca neste estado. 

Eu expliquei para ele que não era uma coisa desimportante. Porque nós aqui estamos renovando o compromisso com a segurança pública naquela área mais sensível, que é a violência doméstica, que é uma violência que se oculta dentro de casa, dentro do lar, e ela sim é geradora depois de uma série de outras consequências que, evidentemente, todos os policiais presentes aqui sabem quais são as decorrências daquela violência, que é silenciosa, e como ela impacta na família, não só na mulher, mas nos filhos, nos parentes, nos vizinhos e nos amigos, enfim a cadeia de acontecimentos quando você não coíbe, não previne não investiga adequadamente, não dá o apoio e o suporte necessário que a denúncia necessita e que a justiça seja feita.

Então, o que nós queremos combater e evitar, e já estamos fazendo, porque a nossa Polícia Militar foi pioneira no trabalho das patrulhas de prevenção, e agora está estimulada pelo nosso governo a dar um passo adiante e criando a companhia independente, que vai se especializar nesses atendimentos. Nós somos o segundo estado do Brasil a fazer isso - parece que já tem uma companhia na Bahia, criada para isso -, e nós somos o segundo.

Esse pioneirismo, essa modernidade da nossa Polícia Militar, das nossas forças de segurança, do nosso Ministério Público estadual, do nosso Tribunal de Justiça, que são nossos parceiros permanentes, é que tem produzindo em Minas Gerais um ambiente de segurança muito superior a ao que nós assistimos, com grande tristeza, nos estados vizinhos.

Eu não quero me estender muito, porque todos aqui são profissionais e sabem do que eu estou falando. Sabem o que está acontecendo no Rio de Janeiro, o que está acontecendo em São Paulo, no Espirito Santo. Todos estados próximos de nós aqui, alguns até com mais capacidade econômica e financeira de resolver os problemas, mas que, com certeza, estão agindo com métodos pouco adequados.

Eu acho que esse comportamento que nós estamos fazendo aqui, desembargadora Karen, vai muito além da tarefa da política pública especifica de combate a violência doméstica. Nós estamos aqui dando sequência a um comportamento de nossas forças de segurança, que tem granjeado admiração e respeito, para elas, de toda a sociedade mineira.

Nós não temos uma polícia temida. Nós temos uma polícia respeitada e admirada, e é assim que nós queremos mantê-la.  Nós não temos uma polícia que se caracteriza por um algo grau de letalidade, não é uma polícia que mata e também não é uma polícia que morre. No Rio, nós tivemos, até agora, 101 policiais militares assassinados, mortos só nesses pouco mais de seis meses do ano. Aqui, nós tivemos, se não me engano, quatro perdas, uma em serviço - e que foi condecorado, homenageado por nós -, o que significa que a nossa Polícia Militar está combatendo a criminalidade de maneira inteligente, angariando respeito da sociedade e não expondo os seus integrantes a risco superior àquele que seria indispensável, inevitável, inerente à própria tarefa de Polícia Militar.

É assim que nós queremos e é assim que nós vamos continuar praticando. Minas Gerais quer, acima de tudo, aquilo que está consagrado na letra da canção da Policia Militar de Minas Gerais: “paz queremos em Minas Gerais”. E nós estamos trabalhando pela paz. Então, o que nós estamos fazendo aqui hoje nesse seminário e, por isso não quero me estender, é mais um passo, mais um tijolo na construção desse ambiente, desse edifício de paz social que queremos ter no nosso estado, muito diferente do que acontece em outros estados.

Eu, como mineiro, mais que como governador - porque esse é um cargo passageiro, mas eu continuarei sendo mineiro - tenho muito orgulho da nossa Polícia Militar de Minas Gerais, e queremos continuar trabalhando nessa direção. E o próximo passo, nós vamos tentar trazer a Polícia Civil, a delegacia de prevenção à violência contra a mulher, para perto da companhia independente, para integrar e coordenar, cada vez mais, esse trabalho. Vamos trabalhar juntos, o Ministério Público já está conosco, o Tribunal de Justiça, e tudo isso faz parte disso que estou chamando de construção de um edifício de paz.

Que seja assim e que Deus continue iluminando nosso caminho e protegendo cada um dos integrantes da Polícia Militar.

Obrigado!