Pronunciamento do governador Fernando Pimentel durante solenidade de entrega de 46 veículos para Emater e Epamig

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Boa tarde a todos!

Eu quero só compartilhar com vocês aqui hoje dois sentimentos. Primeiro, a alegria muito grande de a gente poder estar junto em uma cerimônia que, para alguns, pode parecer singela para as pessoas que olham de longe, principalmente aquelas que não têm a vivência do setor agrícola, agropecuário. Elas olham de longe e falam “Mas você está entregando carros, entregando tablets, assinando convênio para fazer geoprocessamento? Será que isso é uma coisa assim tão importante, merece a presença do governador?”. Eu digo para vocês: é importante, merece muito mais do que a presença do governador, merece todo o apoio e prestígio do governo do Estado, porque nós estamos destacando aqui a importância do setor agrícola, em especial do café, mas depois vamos fazer o georreferenciamento de toda a atividade agrícola do Estado, não só o café. Mas, se fosse só o café, já justificaria. É metade do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do nosso Estado. É metade da exportação de café do Brasil hoje. Portanto, deve ser um quarto do café do mundo. Eu até costumo dizer que, quando alguém viaja, tem que lembrar sempre que, de cada quatro xícaras de café tomadas no exterior, uma é Minas Gerais. E se isso é pouca coisa, então, meus amigos, eu estou trabalhando no estado errado. Eu acho que é muita coisa, e merece todo o nosso apoio.

O trabalho da Emater, Epamig, IMA, Secretaria de Agricultura, agora com a parceria da Fundação João Pinheiro para fazer esse georreferenciamento, e com uma novidade que eu queria destacar aqui: com o apoio decisivo da Codemig, a nossa Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, que durante muito tempo - e aí eu não quero me estender sobre isso porque não vem ao caso ficar falando do passado -, mas durante muito tempo aplicou o seu dinheiro em outro tipo de atividade.

Aliás eu queria saber o que é que o estado ganhou com isso: construção de prédios, de sedes luxuosas do governo, foi a isso que foi destinado o dinheiro do governo. Agora não. Agora a Codemig, nesse programa, já colocou mais de R$ 3 milhões, além de estar reformando com o dinheiro dela o Parque de Exposições da Gameleira, para nós termos ali ao lado do Expominas uma sede adequada aos grandes eventos agrícolas e agropecuários que Minas têm de atrair e sempre atraiu. Então, nós estamos reformando para torná-lo moderno, adequado, contemporâneo. Também com a Codemig, trouxemos para Minas Gerais, vai ser para o final do ano agora, em outubro, a maior feira internacional de café, que será no Expominas, vocês todos já estão convidados. Claro que vai custar dinheiro, mas nada mais adequado para Minas Gerais do que preservar e estimular aquilo que é o seu maior valor, hoje um dos maiores valores da nossa economia e com certeza da agricultura o seu maior valor, que é com certeza a atividade do café.

Então fico muito alegre, muito feliz, de estar compartilhando com vocês esse momento em que a gente pode, agora sim, dizer que o Estado está apoiando decididamente a atividade cafeicultura.

Bem, mas já teríamos motivos de comemoração também porque o Roseno (José Ricardo Roseno) deu aqui o extenso testemunho do trabalho que ele e a equipe dele estão desenvolvendo nesta área, e nos motiva, aí sim, a ter e compartilhar o segundo sentimento que eu quero compartilhar com vocês, que é de esperança, que está faltando às vezes, eu acho, no coração dos brasileiros e das brasileiras. Esperança. Nós estamos no caminho certo. Nós aqui em Minas Gerais, caro amigo Roseno, estamos enfrentando as dificuldades, as adversidades, as vicissitudes. Essa crise econômica, política, institucional, que é a maior da história da República brasileira, nós estamos enfrentando trabalhando, que é o que nós estamos fazendo aqui hoje. Com trabalho, com determinação, perseverança, humildade para reconhecer onde temos de melhorar, com sinceridade para falar a verdade com o nosso povo, mas acima de tudo com fé e esperança de que nós vamos vencer as dificuldades.

Roseno, quem está aqui já me ouviu dizer isso, mas você talvez não tenha ouvido, e então vou dizer para você. Minas tem uma característica. Nós somos o único estado do Brasil que, na denominação de origem, tem uma profissão. Você pode ser carioca, no caso, Roseno, fluminense, porque nasceu em Niterói. Fluminense, carioca, gaúcho, paulista, capixaba, pernambucano, tudo são origens geográficas. A nossa, além de geográfica, é uma profissão. Nós não somos padeiros, nem marceneiros, nem carpinteiros. Nós somos mineiros. Mineiro é uma profissão, é quem trabalha nas minas.

Por isso, alguém aqui nesse Palácio já disse que o primeiro nome de Minas é liberdade, e eu digo, o segundo é trabalho. Então, com liberdade e com trabalho, vamos continuar fazendo esse estado crescer. Viva Minas Gerais, viva o Brasil.