Pronunciamento do governador Fernando Pimentel durante a cerimônia de posse da diretoria da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel)

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Bom dia a todos e todas!

Eu não sei se todos sabem, mas o Brasil tem hoje 27 regiões metropolitanas, e a de Belo Horizonte é a terceira maior e mais importante do país.

Somadas, a população dessas regiões chega a perto de 97 milhões de habitantes. É quase metade da população do país. Daí a importância dessa forma de organização e, por isso, a Constituição destacou as regiões metropolitanas e deu um tratamento legislativo diferenciado para os municípios que compõe as regiões metropolitanas.

E nós temos a terceira maior região metropolitana no Brasil, que é a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), com 34 municípios. E os municípios que compõe a região metropolitana da capital mineira são, mais ou menos, o retrato de Minas Gerais. Temos municípios muito prósperos, muito pujantes, e outros mais pobres. O menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado está aqui na região metropolitana de Belo Horizonte.

Nós temos municípios com vocação agrícola, com vocação industrial, como é o caso de Betim e Contagem, com vocação para o comércio, com vocação diferenciada para o turismo. Nós temos um microcosmo extremamente representativo do que é Minas Gerais. Daí o porquê de a gente ter que tratar a região metropolitana com muito carinho e com muito respeito, não só pela população que vive nela, mas por tudo que ela representa para o nosso estado. E também daí a minha presença aqui hoje, a presença do governador nessa cerimônia, dando, mais do que um discurso, um testemunho vivo do apoio do nosso governo. Não faltará a todos os prefeitos e prefeitas da região metropolitana o nosso apoio incondicional naquilo que for necessário para melhorar a vida de cada um dos mineiros e mineiras que vivem nos nossos municípios da Grande BH.

É claro que enfrentamos um período de muita dificuldade no Brasil inteiro. O Brasil vive hoje uma crise econômica, política, institucional como nunca houve antes na história do país. Mas nós vamos superá-la, nós vamos vencê-la. E Minas Gerais está dando o exemplo, vencendo com trabalho, vencendo com harmonia e com serenidade. Em Minas Gerais, nos termos uma relação extremamente harmoniosa com o parlamento, e estão aqui deputados estaduais que podem dar testemunho disso; com o Poder Judiciário, com o Tribunal de Contas, e é essa harmonia, sem nenhum dos poderes abrir mão da sua autonomia, do seu papel institucional, mas é essa harmonia em busca daquilo que é o interesse comum de todos: melhorar a vida dos mineiros e mineiras. E é isso que está proporcionando a Minas Gerais, ainda que com enorme dificuldade financeira, enfrentar a crise sem haver colapso dos serviços públicos, como infelizmente nós estamos assistindo em outros estados.

Em Minas Gerais, apesar de todas as dificuldades, estamos trabalhando. As escolas estão funcionando, os postos de saúde estão abertos, a polícia está cumprindo seu papel, as obras, ainda que lentamente, estão sendo executadas e os municípios estão sendo tratados com o respeito, com o carinho que eles merecem por qualquer governante que queira fazer bem no seu estado.

Então, é assim que nós vamos continuar fazendo aquilo que os mineiros fazem de melhor: trabalhar. Aliás, eu digo sempre e quero encerrar dizendo isso, que o único estado do país que tem na sua denominação de origem uma profissão é Minas Gerais. Todos os outros não têm. Um é gaúcho, o outro é paulista, o outro é pernambucano, são denominações geográficas. A nossa não, nós não somos marceneiros, nem carpinteiros, nem serralheiros, nós somos mineiros. O que é um mineiro? É aquele que trabalha nas minas. Então o mineiro é, acima de tudo, um trabalhador, e é com trabalho que Minas vai vencer a crise e, se Deus quiser, nós vamos estar juntos para comemorar isso.

Muito obrigado a todos e todas!