Entrevista coletiva – Fernando Pimentel recebe relatório sobre redução dos índices de criminalidade

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Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer a presença de vocês nessa sexta-feira, encerrando a semana, com notícias muito positivas. Eu estava reunido agora com o comando das nossas forças de segurança, recebendo o relatório de 2017. E os números são muito positivos. Nós tivemos uma redução muito significativa, em Minas Gerais, dos índices de criminalidade comparando 2017 com 2016.

Vocês têm aí os dados: a menor taxa de homicídios dos últimos seis anos, roubos consumados, que é aquele tipo de crime que afeta muito diretamente a qualidade de vida da população, também com uma queda de 14% na média do Estado. Eu destacaria duas coisas para mostrar que, de fato, o modelo que nós estamos adotando de segurança está funcionando.

O primeiro é a queda de um tipo de crime que afeta muito, principalmente, o interior do Estado, que é a explosão de caixas eletrônicos. Em 2016 nós tivemos o registro de 237 casos e, em 2017, esse número caiu para 162 casos. Nossa expectativa, com o trabalho de inteligência que está sendo feito, com o trabalho conjunto da Polícia Militar e da Polícia Civil, é que esse ano de 2018 não ultrapasse ou, se ultrapassar, será muito pouco, os 100 casos. Então, isso é o que aponta a curva nesses primeiros meses.

Outra coisa que eu queria destacar, também importante, é que o índice de apuração de homicídios no Brasil, vocês vão até se surpreender com o número, é escandalosamente baixo, de 8% a 10% do total. Apuração significa que você concluiu o inquérito denunciando algum culpado. Em Minas, esse número era de 45% em 2016 e subiu, agora, em 2017, para 50%. Ou seja, estamos muito acima da média nacional nesse trabalho, nesse caso da Polícia Civil, que é quem termina a investigação. Isso mostra que o investimento que nós estamos fazendo nas forças de segurança está mostrando resultados. Nós temos hoje, e posso falar isso sem nenhum medo de errar, um dos Estados mais seguros do Brasil. Claro que isso reflete o que nós fizemos nos últimos anos: as mais de 2 mil novas viaturas que entregamos para a Polícia Militar, 350 viaturas novas para a Polícia Civil, mais 1.200 novos investigadores, peritos e escrivães na Policia Civil, 2.800 novos soldados na PM e agora em abril vamos incorporar mais 1.400 na região metropolitana e mais 800 para o interior, além de concurso aberto para delegado. Então estamos reforçando muito os efetivos e melhorando as condições de trabalho da PM, PC e agentes prisionais, e o resultado está aparecendo agora. Fico muito contente, como cidadão mineiro, de compartilhar essa notícia com vocês.

Sobre as bases comunitárias da Polícia Militar, a avaliação é muito positiva. A sensação de segurança aumentou e os índices continuam em queda em função dessa novidade. Eu não quero antecipar muito isso porque fica parecendo que estamos contrapondo a nossa realidade com a de outros estados, mas a verdade é que Minas tem um modelo de segurança diferenciado e melhor. Nós não estamos fazendo nenhum estardalhaço com isso, mas a população está sentindo na rua, melhorou muito em Belo Horizonte, nós estamos com projeto quase pronto para expandir para o interior também, pelo menos mais cinco ou seis cidades de maior porte no interior e, aos poucos, nós vamos cobrindo todo o Estado. É claro que esse modelo das bases comunitárias não se aplica indistintamente, porque em cidades muito pequenas não justifica, mas em municípios de porte médio a grande seria adequado a proximidade e presença da polícia. Tem também o trabalho da Policia Civil, o trabalho de inteligência, de investigação, recursos tecnológicos modernos, isso tudo está produzindo resultados.